ELEIÇÕES, VOTO IMPRESSO E A FALSA DEMOCRACIA
Como é do conhecimento de todos, no dia 03 de novembro de 2020, terça-feira, iniciaram-se as contagens, ou melhor dizendo, a apuração dos votos da eleição presidencial dos Estados Unidos da América.
A referida apuração levou vários dias para ser finalizada e apontar o vencedor do pleito, que só foi definido no sábado, dia 07 de novembro de 2020, quatro dias após o início da apuração.
Esse evento fez surgir novamente no Brasil, principalmente na "Grande Mídia", discussões sobre o Voto Impresso, sobre sua necessidade e eficiência para uma verdadeira e vibrante democracia, e sobre a eficiência e a confiabilidade das Urnas Eletrônicas utilizadas nas eleições brasileiras.
A discussão, aqui em nosso país, divide-se entre aqueles que consideram as Urnas Eletrônicas Brasileiras objetos infalíveis, dotados de um grau de confiabilidade jamais visto em qualquer outro equipamento eletrônico, em qualquer país que seja, dispensando a necessidade do voto impresso e de qualquer tipo de auditoria, e aqueles que consideram que as urnas não apenas são objetos que não gozam de confiança plena e indubitável, como são totalmente passíveis de serem manipuladas em atos de corrupção, e o pior, não estão sujeitas a qualquer tipo de auditoria.
Muita chacota tem sido feita pelos brasileiros sobre as eleições norte americanas, que fazem uso do sistema do voto impresso, e cuja contagem está levando um longo tempo para ser realizada.
As críticas e gozações, em maior parte, tem sido proferidas pela "Grande Mídia" brasileira, por políticos em sua grande maioria de esquerda, e por cidadãos brasileiros que nunca se deram ao trabalho de fazer a menor análise crítica sobre o nosso sistema político e eleitoral, mas que de repente se sentem dotados de uma ampla sabedoria política que os torna autoridades para falarem e criticarem o processo eleitoral de outra nação, diga-se de passagem, a potência n.º 1 do planeta, líder mundial econômica e militarmente falando, além de liderar outras diversas áreas, e que é, sobretudo, a maior, mais sólida e mais antiga democracia existente.
Chacotas e hipocrisia à parte, muito tem sido dito sobre o voto impresso, principalmente por que algumas pessoas de direita vem tentando, já a algum tempo, aprovar no Brasil, o uso do voto impresso, o que tem sido barrado e atacado ferozmente pela Imprensa, pela Esquerda, e pelos mascotes desta que ocupam cargos em todos os níveis de todos os poderes do Estado Brasileiro.
Os defensores das urnas eletrônicas alegam que o voto impresso facilitaria a ocorrência do voto de cabresto, e que representaria um retrocesso, porque temos um sistema totalmente eletrônico, que computa o resultado da apuração em algumas poucas horas, de modo que adotar o voto impresso seria atrasar o sistema brasileiro.
Em primeiro lugar, qualquer pessoa que alegue o aumento da corrupção pelo voto impresso, em decorrência da facilitação do voto de cabresto, deve ser totalmente ignorada e considerada como uma completa mentirosa, ou como uma ignorante que não sabe do que está falando. Qualquer uma das opções escolhidas, não merece atenção em um tema tão importante para a nação.
Não existe proposição de voto impresso para que as pessoas o levem para casa. Na verdade, o que se propõe é que ao se finalizar o voto digital, eletrônico, seja emitido um voto impresso, no qual constarão as informações registradas pelo eleitor, e com o qual este não terá nenhum contato. O objetivo é simples, o eleitor confere, e estando tudo de acordo, confirma, de modo que o voto cai em uma urna, e, se houver qualquer tipo de suspeita de fraude, torna-se possível realizar auditorias na votação, haja vista a existência do voto físico.
Já no que se refere ao voto impresso ser um retrocesso, na verdade, ninguém está pedindo a abolição do voto eletrônico, pelo contrário, o que se pede é a viabilização de auditorias na apuração dos votos, o que não existe hoje no Brasil.
O que nos leva ao ponto mais importante desta discussão. As pessoas que são contra o voto impresso: Imprensa, Esquerda, Políticos - principalmente os de esquerda, certos membros do alto escalão do Judiciário, todos alegam os pontos acima relatados, e tentam argumentar muitas outras coisas, mas uma questão que nunca comentam, jamais tentam explicar, é como se pode tirar a prova da eleição? Como podemos auditá-la? Como podemos ter a certeza que o resultado é o correto? Não, isso eles jamais fazem. O que dizem é: Vocês tem que confiar em nós. "Lá garantía somos nosotros".
O problema dessa argumentação ridícula, canalha, estapafúrdia, é muito simples: Todos os atos do estado, do poder público, em todos os níveis, do municipal ao federal, e em todos os três poderes, são registrados e são passíveis de verificação, de auditorias, todos eles. Agora, existe uma outra coisa que pode ocorrer em todas as esferas do estado, os chamados atos de corrupção. Pois é meus amigos e amigas, a corrupção pode, e acontece, dentro do estado, mesmo com todos os atos do poder público estando sujeitos a auditorias.
Dito isso, o que os defensores das urnas eletrônicas e opositores do voto impresso estão argumentando é basicamente que, o ato público mais importante que existe dentro de uma democracia verdadeira, a realização de eleições, não deve estar sujeito à verificação, à auditorias. E pior, dizem que, embora vejamos corrupção sendo noticiada todos os dias e em todas as esferas do estado, que justamente no ato público mais importante realizado dentro da nação, dentro de uma democracia, que é justamente o ato que permite que políticos e poderosos se mantenham e se perpetuem no poder, justamente nesse ato, as eleições, não existe a possibilidade de corrução, de fraude, e que devemos simplesmente confiar nas garantias que nos dão um estado entranhado na corrução.
Só pode ser piada!
Por V.V.F
Redigido em 08 de novembro de 2020.
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